Discussão sobre este post

Avatar de User
Avatar de MThomas

Parabéns pelo texto. É raro encontrar um tratamento tão claro, equilibrado e empiricamente fundamentado de um tema que costuma ser sequestrado por slogans.

O que mais me chamou a atenção foi um aspecto do próprio debate público. A impressão frequentemente transmitida é que "masculinidade tóxica" se tornou um conceito tão elástico que acaba lançando suspeita sobre praticamente qualquer manifestação de masculinidade. Mas, quando um texto como o seu delimita o problema com precisão e mostra que os perfis realmente preocupantes representam uma minoria, a resposta costuma recuar para algo como: "Mas sempre estivemos falando apenas desses casos". Parece haver uma curiosa expansão e contração do conceito conforme o contexto da discussão.

Seu artigo mostra que o caminho mais produtivo é justamente o oposto: substituir categorias morais amplas por perfis psicológicos identificáveis e mensuráveis.

Como desdobramento, seria muito interessante ver um estudo análogo com mulheres, utilizando indicadores equivalentes de preconceito, hostilidade, narcisismo, dominância social, rigidez de papéis e outros traços relevantes. Não para estabelecer uma competição entre os sexos, mas para verificar até que ponto homens e mulheres diferem — ou se aproximam — quando analisados pelo mesmo critério e com o mesmo rigor metodológico.

Mais um comentário...

Nenhuma publicação

Pronto para mais?